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28/07/2017

Guardando vinhos em casa, uma história real

Vamos combinar uma coisa… talvez… apenas talvez o lado mais negativo de gostar muito de vinhos é que eles ocupam fisicamente um espaço muito grande nas nossas casas.

Quando começamos a paixão, aquela garrafa ocasional que comprávamos para beber no fim de semana se tornam rapidamente cinco ou seis… Procurar, pesquisar e fazer boas compras são um momento de divertimento nesta fase, mesmo que comprando apenas “um pouco a mais que consumimos”. Neste ponto os armários da cozinha começam a não comportar os estoques, e nem estamos falando ainda do calor que vai azedar nossas garrafas. Se você der sorte de mudar ou refazer sua cozinha nesse período, iria gostar de ter algo assim:

Nicho

Hoje cabem todos os vinhos da terça-feira aí…

Ainda lembro quando tive a primeira “adega” na cozinha. Bem parecida com essa, cabiam 2 garrafas comuns em cada nicho. Se fosse espumante, tinha que ficar sozinha no seu quadrado. Me achava o máximo…

Pois bem, rapidamente 6 nichos deixam de ser suficientes, afinal basta uma boa promoção na internet que 12 garrafas chegam na sua casa. Caixas se acumulam pelos cantos e você, em qualquer dia mais quente, fica preocupado em perder aquelas preciosidades mal armazenadas.

Nessa fase da paixão vinífera eu mudei para Curitiba, cidade abençoada com um dos climas mais irritantes do Brasil mas que, como um prêmio de consolação, permitia manter minhas garrafas em uma temperatura amena sem muita complicação. Nessa época, cheguei a manter algumas garrafas no guarda-roupas. O que parece desperdício na verdade era o excesso de espaço no quarto em comparação ao resto da casa. Olha o resultado…

Vinho na sapateira

Vinho na sapateira – imagino a dor no coração de qualquer mulher ao ver isso.

Nem eram tantos vinhos assim, e certamente nem eram caros… olhando agora tenho saudade de revisitar o espanhol Sueño D.O. Ribera del Júcar, o Tempranillo do canto superior direito, bem bom inclusive e comprado na época na Grand Cru da cidade, mas que hoje encontrei um exemplar apenas na Wine. Primeiro “pontuado” que provei com consciência do que estava tomando e que hoje permanece sendo uma grande compra…

Hoje morando em São Paulo, uma cidade um pouco mais quente, preferi investir em uma adega climatizada. Pouca coisa, 34 garrafas… A compra teve o fator positivo de me condicionar a um estoque máximo. Evito ao máximo comprar se não tiver onde guardar… o que não quer dizer que as vezes eu não beba um pouca a mais para dar espaço aos novos moradores da minha Eletrolux. Tudo para manter a organização da casa.

Eletrolux 32 garrafas

Limite de espaço no estoque exige maior rotatividade